CURIOSIDADES NO MUNDO DA PROPAGANDA

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CURIOSIDADES NO MUNDO DA PROPAGANDA
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OMO – Nosso primeiro detergente em pó.

Quando OMO, primeiro detergente em pó, do Brasil, foi lançado, ninguém entendeu aquilo. O que queria dizer OMO? Não fazia sentido. Nas paredes vazias dos muros, nas principais cidades do país, as que tinham grande concentração humana, o povo acordou vendo escrito OMO. E nenhuma explicação. Era um Pré lançamento em forma de teaser. Depois veio a campanha esclarecendo o que era o produto, para que servia, como usar, os benefícios que proporcionava e “vendia” a ideia de que, a partir daquele momento, a mulher não precisava mais ter o trabalho de dissolver o tablete azul, do Anil para alvejar roupa. Mas o significado do nome ninguém explicava. Hoje, sabe-se que OMO é a junção das iniciais de Old Mother Owl – (Velha Mãe Coruja), nome original do produto, lá nos USA.

A primeira embalagem do OMO era azul para associar o novo produto ao tradicional Anil. Que já fazia parte da cultural nacional. Daí, far-se-ia, como se fez, uma fácil associação de que o novo veio para substituir o velho.  O OMO utiliza hoje, algo em torno de 365 milhões de embalagens. Se estas embalagens fossem empilhadas, formariam uma fila de 98.000 km. o que implica dizer que poderia dar duas voltas e meia em torno da terra.

BIOTÔNICO FONTOURA

É um dos nossos mais tradicionais remédios e fez 100 anos, em 2010. Foi criado por Cândido Fontoura para tratar da sua mulher, que estava anêmica. O remédio veio a concorrer com o Elixir Nogueira e a Emulsão de Scott, seus principais adversários na época. Biotônico Fontoura, o nome, foi criação de Monteiro Lobato, redator publicitário e amigo do Cândido. A pedido deste, Lobato escreveu o Jeca Tatuzinho, uma fantástica história para promover os produtos do Laboratório Fontoura. O livrinho fazia campanha contra a anemia e ensinava os cuidados elementares para o pessoal do interior que andava descalço, tomava qualquer água, não tinha higiene e que, por isto, contraia doenças. Jeca Tatuzinho tornou-se em clássica peça da nossa publicidade. O Biotônico teve tanto sucesso que chegou a ser exportado para os Estados Unidos, quando da crise da Lei Seca.

Em 2001 a ANVISA determinou a mudança da sua fórmula já que o produto tinha, na sua composição, 9,5% de teor alcoólico. E era consumido por crianças. Em 1978,  criaram um slogan para ele: Biotônico – ferro para o sangue e fósforo para os músculos e nervos. Hoje, ele é comercializado pela Hypemarcas.

A COR DAS GARRAFAS DE CERVEJA

Muita gente boa, inclusive bons bebedores deste fermentado, não sabe porque as garrafas do produto são de vidro escuro. Elas têm cor âmbar. E não é sacada criativa do designer nem questão estética. A razão especial para isto é a de conservar o sabor. O lúpulo, um dos ingredientes básicos da cerveja, se exposto à luz, sofre uma reação química que tira o gosto dela. Para se usar garrafa de outra cor, transparente ou mais clara, a cerveja tem de ser feita com um lúpulo diferente. O que muda o processo industrial e encarece o produto.

O QUE ERA MORAL ONTEM, É IMORAL HOJE

Muitas gerações curtiram os cigarrinhos de Chocolate. Além do produto gostoso que era, tinha o charme, a graça, a identificação com o hábito adulto de fumar. Só que era um fumar de brincadeira. Sem nenhuma consequência de vício, de ingerir nicotina, de vir a ter câncer. Desde 1947 quando foram introduzidos no Brasil, os cigarrinhos de chocolate eram iguais aos de verdade: envolvidos em papel laminado, com aquele filtro alaranjado, embalado em carteiras, com imitação perfeita de cigarros. Dois anúncios impressos, estampavam a figura de dois personagens: um menino branco e um menino negro. Ambos olhando para a câmara e com um cigarro entre os dedos, como se fossem adultos fumando até que a Pan, fabricante dos cigarrinhos, resolveu contribuir para o esforço contra o tabaco. E procedeu a algumas modificações na embalagem. Os garotos continuaram só que, ao invés de terem o cigarro entre os dedos, a mão passou a ser usada para fazer o sinal de positivo. E o nome do produto foi modificado para Rolinhos de Chocolate ao Leite. Mais tarde, a ANVISA proibiu a comercialização de produtos que promovessem o cigarro. E ai acabou-se o que era doce.

NÃO SE PODE NEGAR O PODER DA PROPAGANDA

O poder da Propaganda é muito mais forte do que muita gente pensa. Quando o OB foi lançado – um absorvente mais moderno, que substituiu, com vantagens, o Modess – a campanha mostrava o diferencial dele com relação aos concorrentes. E aí então, um casal de crianças de sete anos conversa e ele pergunta para ela:

– O que você vai pedir para seus pais no Dia da Criança. E ela responde, bem feminina:

– Uma boneca, e você?

– Eu vou pedir um OB. E ela, sem entender, pergunta: por quê?

– Sei lá, mas lá na TV dizem que com OB a gente pode ir à praia todos os dias, andar de bicicleta, andar a cavalo, nadar na piscina, ir ao clube, correr, fazer um montão de coisas.

Isnard Manso Vieira – Publicitário e Jornalista – mansovieiraisnard@gmail.com

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Isnard Manso Vieira
Isnard Manso Vieira Olá, meu nome é Isnard sou bacharel em Publicidade e Jornalismo e pós graduado em Docência em Ensino Superior. Fui professor Universitário por 17 anos, em Comunicação Social – Propaganda – e professor de Marketing Aplicado. Sou humanista e estou na vida a serviço das pessoas, na defesa da ética e dos valores. Ah. Tenho 80 anos. Se quiser falar comigo meu e-mail é mansovieiraisnard@gmail.com

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