Contabilistas aprofundam conhecimentos sobre integração contábil e alterações no ICMS

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A vida dos contadores é sempre movimentada, com inúmeras alterações na legislação e diversas declarações que devem ser feitas mensalmente. Para contribuir no aprimoramento profissional da categoria e mostrar possibilidades de facilitar o trabalho, o Sindicato dos Contabilistas de Chapecó (Sindicont), por meio do Projeto Educação Continuada (PEC), promoveu dois cursos nesta semana, em Chapecó.

O contador Bruno de Andrade Fialek falou sobre “Integração contábil, feche balanços e demonstrativos com rapidez e qualidade”, abordando, de forma prática, a essência da contabilidade e a automatização de lançamentos contábeis. De acordo com ele, existe necessidade de o contador reinventar o processo da contabilidade. “Muitos profissionais sofrem com retrabalho, talvez por não desenvolver ferramentas que permitam trabalhar focado na análise. O montante de declarações e obrigações para com o governo não permite ao contador analisar com mais carinho a contabilidade. O curso fomentou essa nova visão de mercado que o contador precisa ter: olhar para o processo de contabilidade de maneira integrada”, salientou.

O mercado oferece esetratégias para atuar com a integração contábil, mas muitas precisam estar atreladas a um sistema determinado. No curso, Fialek apresentou ferramentas que já estão disponíveis no escritório e que podem ser utilizadas em parceria com o software que o contador usa, como planilhas de Excel. “O grande diferencial é todos os meses sentar com os clientes e analisar os números deles: qual tem sido a rentabilidade, quais são as melhores estratégias de mercado, como está o giro de estoque, de contas a pagar e a receber, ou seja, prover informações de cunho gerencial para o cliente, para que ele possa ter percepção de valor do trabalho do contador”, realçou o instrutor.

A auxiliar contábil da Fama Contabilidade, Bruna Zorzi, participou da capacitação para conhecer mais sobre o tema. “O curso foi interessante e o assunto é complexo. Para essa sistemática ser implantada é necessário tempo, além de conversar com os clientes”, comentou.

ICMS

Outro aspecto que influencia diretamente no dia a dia dos contabilistas são as constantes mudanças de legislação. Com objetivo de abordar as últimas alterações introduzidas na legislação tributária catarinense, outro curso promovido nessa semana foi sobre “Atualização de ICMS – Alterações para 2018, incluindo os aspectos relacionados ao Simples Nacional para o ICMS e o ISS e a Concorrência Leal 3”.

O instrutor, Filipe Rocha Batista Gomes, explanou sobre o regime de Substituição Tributária, na qual houve alterações principalmente nas inclusões e exclusões de mercadorias. “Um decreto de dezembro trouxe essas alterações para janeiro, sendo uma das partes mais relevantes do curso porque faz com que as empresas tenham que alterar o cadastro tributário dos produtos, o que reflete diretamente no preço de venda”, frisou.

Também ocorreram mudanças no Simples Nacional com a criação do sublimite. Com ele, as empresas enquadradas nesse regime tributário precisam pagar ICMS fora do Simples caso o valor da receita ultrapasse R$ 3,6 milhões. “Esse era o limite do Simples anteriormente que passou para R$ 4,8 milhões. Porém, o limite do ICMS permaneceu em R$ 3,6 milhões”, explicou Gomes. O instrutor falou ainda sobre a construção de crédito de ICMS e a retenção de ISS, entre outros aspectos.

A obrigatoriedade do Bloco 10 ou Bloco X e seus reflexos foi outro tema do curso. Essa obrigação começou a ser exigida em janeiro deste ano e até dezembro todas as empresas que utilizam o Programa de Aplicativo Fiscal – Emissor de Cupom Fiscal (PAF-EFC) precisarão entregar mensalmente as informações de estoque. “Isso traz um reflexo direto para as organizações porque se elas não informarem o estoque através do PAF-ECF terão o sistema bloqueado e, assim, não conseguirão fazer vendas”, alertou o instrutor.

O chefe da área fiscal do Escritório Orcontábil, Fabio Dariva, participou do curso para buscar atualização e para trocar informações com outros profissionais. “Precisamos acompanhar a legislação para evitar escritas errôneas e para orientar da melhor maneira possível os clientes. As capacitações são importantes porque, além da troca de experiências, trazem a visão do palestrante, pois embora a legislação seja única, ela pode trazer diferentes abordagens e interpretações”, concluiu.

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