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Tesouro direto ou previdência complementar: Qual o melhor investimento para o seu perfil?

Por: Priscila Gorzoni

Sobrou dinheiro do salário ou você recebeu uma boa quantia do 13 salário. O que fazer para fazê-lo render e até multiplicar?

A primeira coisa que vem a sua mente é aplicar o dinheiro. Mas qual aplicação fazer? Investir no tesouro direto ou previdencia complementar?

O melhor local para investir o seu dinheiro vai depender da sua situação econômica e do que você busca.

Rebeca Nevares, sócia-fundadora da Ella’s Investimentos faz algumas indicações para ajudar você a se decidir por um ou outro. “A Previdência oferece mais diversificação dos ativos do que o Tesouro Direto. Um Fundo de Previdência, por exemplo, usa o dinheiro das pessoas para investir em vários tipos de produtos financeiros. O Tesouro é apenas um deles. Ele pode complementar um plano de Previdência, mas sozinho como estratégia para aposentadoria não funciona muito bem. Hoje em dia os Fundos de Previdência oferecem rentabilidades muito mais vantajosas para os investidores. Então é possível ter estabilidade e segurança Além disso, alguns planos de previdência contam com benefícios fiscais (do tipo PGBL). Então eu diria que hoje com a Selic baixa não faz sentido para o investidor colocar o dinheiro no Tesouro”.

Se você busca uma boa rentabilidade; um investimento com o menor risco; colocar o valor mínimo acessível; que ter uma liquidez diária; essa pode ser uma boa opção. “Esse tipo de aplicação oferece títulos de curto, médio e longo prazo; a possibilidade de rentabilidade que acompanhe índices da inflação; taxas baixas de administração e custódia”, explica Liliane Perng, educadora e consultora financeira da Código Financeiro.

Já a previdência complementar pede uma disciplina forçada para poupar e investir com aportes mensais fixos; pode complementar a Previdência social com retiradas mensais; ser abatida no Imposto de Renda. “E é uma boa opção para quem dependentes financeiros (filhos, pais e outros). Pois ela permite a indicação de beneficiário para o caso de falecimento do titular, não precisando passar por inventário”, indica a especialista.

André Roberto Cillo, professor de Contabilidade Geral e Gestão Financeira, do Centro Universitário Salesiano de São Paulo, UNISAL, os dois lados da história. “A tomada de decisão de se aplicar no Tesouro Direto ou na Previdência Privada tem dois aspectos a serem considerados. Um é o financeiro que é o retorno do capital investido e o outro é o tributário, ou seja, o benefício fiscal que esse investimento pode gerar ou a tributação”, relata. 

O Tesouro Direto normalmente é para longo tempo (de médio a longo prazo), obviamente que pode ser no curto prazo, mas o ideal para que a tributação seja menor, é sempre manter um prazo maior de investimento. 

Já a Previdência Privada ou Complementar é um investimento para longo prazo, porque é para complementar a aposentadoria, por isso, é uma aplicação que se faz pensando no longo prazo. “Então, a decisão financeira é não somente em relação ao retorno do capital investido, mas, também, o tempo em que a pessoa pode deixar o dinheiro aplicado, quanto maior o tempo de aplicação menor será a tributação. E a Previdência Privada certamente é para um capital de longo prazo”, exemplifica Cillo.

Antes de tomar a sua decisão é importante saber o que é e como funciona cada um. Rebeca explica com detalhes os dois. 

O que é

O que é Tesouro Direto?

O Tesouro Direto foi criado pelo Tesouro Nacional em meados dos anos 2000. É possível fazer aplicações com cerca de R$30 e, na prática, quem investe neste tipo de produto está emprestando dinheiro para o governo brasileiro. O retorno do investimento está atrelado à Taxa Selic, que hoje está em 4,25%. Um papel do Tesouro com vencimento em 2025, por exemplo, paga a Selic, mais 0,2% ao ano. 

O que é previdência complementar?

É um tipo de Previdência que tem como objetivo oferecer uma proteção previdenciária adicional, ou seja, não vinculada ao sistema público e facultativa. A pessoa pode optar ou não por fazer esse tipo de aplicação. A rentabilidade, ou seja, quanto a pessoa vai ganhar dependerá do fundo de previdência que ela escolher. Existe uma infinidade deles no mercado. Neste caso, é recomendado que o investidor busque a ajuda de um especialista. 

As modalidades do tesouro direto

Existem várias modalidades de tesouro direto, e é interessante você conhecer cada um deles antes de tomar a sua decisão. Liliane explica com detalhes cada modalidade

-Tesouro Prefixado: Esta categoria possui uma taxa fixa de rentabilidade. Os prefixados costumam ser recomendados para quem acredita que os juros da economia vão cair no futuro. “Outra finalidade é quando você precisa investir hoje para atingir um determinado valor até o vencimento. Com a taxa de rendimento fixa, no momento da compra, você já sabe exatamente o quanto irá resgatar no futuro”, diz Liliane.

-Tesouro Atrelado à Inflação: Os títulos atrelados à inflação podem ser classificados como híbridos. Isso porque a taxa de rentabilidade é constituída por uma parte fixa e uma variável.

A especialista explica, que desta maneira, você sabe que o dinheiro investido renderá de forma fixa. No entanto, como o IPCA está sujeito a variações ao longo do tempo, há momentos em que você receberá mais, em outros menos. De toda maneira, o Tesouro IPCA+ e o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais oferecem ganho real ao investidor, ou seja, você ganha acima da inflação.

Então, eles são ideais para quem quer proteger o dinheiro da desvalorização e manter o poder de compra no futuro.

-Tesouro Indexado à Taxa Selic: O Tesouro Selic é o único título público que possui a rentabilidade indexada à taxa Selic. Ele é um dos papéis mais conhecidos do Tesouro Direto, principalmente pela sua flexibilidade. Este ativo confere ao investidor o retorno de 100% da taxa Selic. Ou seja, ele é como um investimento que paga 100% do CDI.

Os tipos de Previdência Privada

Existem duas formas de previdência privada que são vendidas no mercado, Liliane explica cada uma delas.

Um é o Plano Gerador de Benefício Definido (PGBL). Ele permite abater as aplicações na declaração anual completa do Imposto de Renda.

A outra é o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), que não permite, e é indicado para quem não é assalariado ou faz a declaração simples do Imposto de Renda.

Quando se adquire tanto um VGBL quanto um PGBL, se adquire um investimento que tem duas fases.

“A primeira é a de acumulação. Nela, você irá fazer depósitos periódicos para acumular um determinado volume de dinheiro. O seu dinheiro será administrado e investido em diversos ativos pelo Banco, visando gerar rendimentos até que se atinja a segunda fase. A segunda fase ocorre depois de um determinado período de tempo. Nela você irá receber a renda mensal contratada no Plano de Previdência”, indica a especialista.

Outras diferenças entre VGBL e PGBL

O Plano PGBL permite que os valores que são pagos todo o mês sejam abatidos do Imposto de Renda, desde que não ultrapassem 12% da renda bruta anual. Porém quando o investidor começa a sacar o benefício ele irá pagar Imposto de Renda sobre o valor total acumulado enquanto estiver sacando.

Já os Planos VGBL não permitem que o dinheiro que você deposita todo mês no plano seja abatido do Imposto de Renda. Porém, na fase de recebimento do benefício, o Imposto de Renda é pago apenas sobre o rendimento e não sobre o valor total, como no PGBL.

As desvantagens

Previdência Privada

– Altas taxas de administração e carregamento (sobre os depósitos feitos);

– Taxas para retirar o dinheiro antes do prazo;

– Baixa rentabilidade, é necessário buscar fundos com renda váriavel para ter bons ganhos.

– Os impostos cobrados inviabilizam o investimento a curto prazo;

– Não possui garantia do FGC.

Tesouro Direto

– É tributado pelo Imposto de Renda.

– Em caso de falecimento do titular, valor passa por inventário para identificar os beneficiários.

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