Por que o Advogado é Chamado de Doutor?

Chamar os profissionais do direito de doutor é uma das tradições mais antigas que existem. A prova disso é que tanto as pessoas ligadas a essa área quanto o resto da população agem dessa forma. Mas porque o advogado é chamado de doutor? Confira aqui neste artigo. 

Com exceção da medicina, qualquer outra área só dará o título de doutor para uma pessoa se ela concluir o doutorado. Por essa razão, existem muitos profissionais da área do direito que não fazem questão dessa honraria. Aliás, muitos deles nem sabem qual é o motivo de serem chamados assim.

Ao selecionar um advogado  para assessoria jurídica é importante conhecer sobre o assunto, a fim de evitar constrangimentos e ter certeza que está sendo atendido pelo profissional.

Doutorado

É preciso deixar bem claro o que significa o título de doutor: é o grau mais alto do sistema educacional e só pode ser conquistado depois que uma pessoa concluir um doutorado. Com relação ao pós-doutorado, ele é apenas um estágio que visa aprimorar a trajetória acadêmica. Isso significa que ele não está acima do doutorado como muitas pessoas pensam.

O que diferencia o mestrado do doutorado é que o aluno de mestrado precisa apresentar uma dissertação de um tema que já existe (ele pode inovar, mas não é obrigado). Por outro lado, o aluno de doutorado precisa pesquisar e criar uma tese inédita. Para elaborar a sua tese, o aluno de doutorado deve aprofundar muito os seus estudos sobre um determinado assunto.

O curso de doutorado dura entre 4 e 5 anos e exige do aluno muita dedicação e esforço. No geral, apenas pessoas com mestrado podem cursar um doutorado.Contudo, existem algumas exceções no mundo acadêmico, especialmente se a tese proposta pelo aluno for de grande relevância. Após cumprir meia década de estudos e elaborar uma boa tese, o estudante será considerado oficialmente um doutor.

Advogado Doutor

Para entender porque os advogados recebem essa honraria mesmo sem o estudo necessário, é preciso falar sobre uma lei do século XIX. O Decreto Imperial de 1ª de agosto de 1825, que dois anos depois, se transformou na Lei do Império de 11 de agosto de 1827, deu origem aos primeiros cursos de Direito do nosso país.

Tanto o 9º artigo do preâmbulo quanto o 1º artigo do 13º capítulo da lei garante que os bacharéis em direito podem ser chamados de doutor, desde que estejam regularmente inscritos nos órgãos de sua área.

Em resumo, a lei garante que profissional do direito que possua registro em algum órgão desse ramo carregará consigo o título de doutor, mesmo que não tenha concluído o seu doutorado. Portanto, essa honraria faz parte de qualquer profissional inscrito na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Isso significa que juízes, promotores e desembargadores também podem se identificar como doutores.

Depois de saber disso, fica nítido que “doutor” é um título que faz parte da vida do advogado assim que ele começa a exercer a sua profissão. No entanto, apesar de ser uma grande honraria, esse título não define a capacidade de um profissional.

Isso quer dizer que não é justo alguém se envaidecer ou desvalorizar outros bacharéis só por causa desse “doutorado”. No fim das contas, deve-se analisar a qualidade do profissional e não apenas se apegar a nomenclaturas.

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