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Quais são os desafios para a volta dos escritórios?

A pandemia de coronavírus impactou brutalmente o modelo de trabalho de empresas por todo o mundo. As medidas de isolamento social impuseram o fechamento de escritórios. E agora nesse momento em que há um movimento de retomada gradual da economia, muito se fala sobre a volta de profissionais a rotina de escritório.

Durante o período de quarentena, a maior parte das empresas passou a adotar o home office como o regime principal de trabalho. Ao colocar os colaboradores para trabalhar de casa foi preciso adaptar a comunicação, com um processo de onboarding bem definido e bastante flexibilidade.

Como está sendo feita a retomada de profissional ao trabalho em escritórios?

Uma pesquisa da consultoria britânica Robert Walters, feita com 2.000 empresas de 31 países ao redor do globo mostra que os principais desafios para a volta do trabalho em escritórios são planejar um retorno seguro para todos os funcionários. Isso inclui desde a formulação de um plano de retorno, passando pela utilização de equipamentos, revezamento de equipes e reorganização do escritório.

Ainda sem vacina e sem remédio, o isolamento social e as medidas de distanciamento são as principais ações para brecar os efeitos da pandemia nos negócios. Colocamos abaixo alguns dos desafios que as empresas devem enfrentar para reativar os escritórios, confira:

Medidas de segurança

A reabertura dos escritórios depende de uma premissa básica: medidas de segurança. Como citamos acima, no momento, apenas o isolamento ou o distanciamento funcionam para diminuir o impacto da pandemia de coronavírus.

Com isso, as medidas de segurança para o retorno ao escritório devem garantir o distanciamento entre profissionais e a continuidade do isolamento para os colaboradores do grupo de risco da COVID-19.

Medidas como a disponibilidade de álcool em gel, a realização de testes de COVID-19 frequentes entre os colaboradores, distanciamento maior entre as mesas, barreiras de acrílico e imposição de quarentena para profissionais que tenham algum sintoma da doença são fundamentais nesse retorno.

Além disso, segundo a Robert Walters, 37% das empresas consideram reduzir o tamanho de seus escritórios para conseguir lidar melhor com o distanciamento entre outros colaboradores durante o retorno gradual ao trabalho.

Revezamento de profissionais

Outro desafio para a volta do trabalho nos escritórios é na formatação do plano de revezamento de profissionais. Isso vale principalmente para empresas de grande e médio porte, que tenham um bom número de funcionários.

E para isso será preciso adotar a flexibilidade e fazer a manutenção do trabalho em home office. As empresas têm o desafio de diminuir a porcentagem de ocupação diária em seus escritórios como mais uma medida de segurança contra a COVID-19.

É preciso pensar em horários flexíveis para a retomada de diversos setores da empresa, garantindo o revezamento dos profissionais. Além disso, é preciso redobrar a atenção com colaboradores que chegam ao escritório por meio de transporte público, implementando novas medidas de segurança e testes rápidos de COVID-19 para preservar a saúde de todos.

Flexibilidade

Ter um horário de trabalho flexível é um pedido da maioria dos colaboradores, ainda mais após a pandemia de coronavírus, onde eles puderam experimentar a rotina de trabalho em home office.

E isso implica em uma mudança muito grande em relação a rotina de trabalho. A primeira delas é a medição da produtividade dos colaboradores.

As horas trabalhadas sempre foram o principal indicador de produtividade dentro das empresas, não à toa, os dados da Robert Walters mostram que 48% das empresas mediram a produtividade de seus colaboradores pelas horas trabalhadas ao dia.

Porém, os dados também ressaltam que 64% dos colaboradores entrevistados acreditam que os gestores devem focar mais nos resultados do que no tempo gasto para a realização de tarefas. De acordo com os dados, 72% dos gestores adotaram isto durante o período de isolamento, avaliando a produtividade de suas equipes com base no volume das tarefas concluídas.

Isso evidencia como a flexibilidade de horários pode ser benéfica para as empresas. A produtividade não está nas horas trabalhadas, mas sim nas tarefas concluídas e nos resultados que elas geram. Será preciso flexibilizar o horário de trabalho no escritório e conciliar as atividades presenciais com o home office para recuperar o tempo perdido durante o isolamento.

Aceitação do home office entre os colaboradores e gestores

Antes questionado pela sua relação com uma possível queda de produtividade, o home office parece ter surpreendido a todos durante a pandemia. Uma pesquisa da ISE Business School mostra que 80% dos gestores gostaram de trabalhar no formato home office.

O diretor e professor do departamento de gestão de pessoas do ISE, Cesar Bullara, disse ao UOL que a pandemia acabou fazendo com que mudanças que só ocorreriam em cinco ou dez estejam acontecendo agora.

Uma pesquisa da Workana, uma das maiores plataformas para freelancers do Brasil, aponta que 94,2% dos profissionais que trabalham com carteira assinada, têm vontade de continuar trabalhando no regime home office após a pandemia. Ainda 96,7% dos entrevistados coloca o home office como um diferencial na escolha de um novo trabalho.

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