Como a pandemia impactou os negócios físicos no Brasil

Por conta do coronavírus, muitas empresas fecharam a porta permanentemente, mas alguns setores também apresentaram melhoras

O impacto da pandemia nas lojas físicas

A pandemia da COVID-19 causou uma crise econômica em todo mundo. Sem um remédio ou uma vacina, a principal forma de combate contra a doença foi o isolamento. Por conta disso, muitas empresas passaram a trabalhar em home office, fechando os escritórios, e comércios de produtos não essenciais tiveram que fechar as portas para evitar aglomerações.  

Por mais que essa medida evitou uma situação mais catastrófica, muitos negócios físicos tiveram que fechar suas portas de maneira permanente. No primeiro semestre deste ano, quatro a cada dez negócios fecharam por conta do coronavírus, segundo dados do Instituto Brasileiros de Geografia e Estatística (IBGE).

Os pequenos negócios foram os que mais sofreram. Foram 518 mil pequenos negócios que não conseguiram se sustentar durante a pandemia. O IBGE classifica como pequeno os comércios que possuem até 49 funcionários. Os grandes negócios, que possuem mais de 500 pessoas trabalhando, sofreu bem pouco. Foram apenas 110 empresas fechadas. Isso representa 0,02% do total de empresas.

O IBGE apurou que há 4 milhões de empresas no Brasil. 70% delas informaram que a pandemia teve impacto negativo, 16,2% declararam que o efeito foi pequeno ou inexistente e 13,6% disseram que o impacto foi positivo. 

Empresas que não fecharam as portas    

Mesmo para os negócios que ficaram abertos, não foi nada fácil se manter de pé. Segundo um levantamento da Folha, o lucro dos restaurantes caiu pela metade só no primeiro mês da quarentena em São Paulo. Segundo a pesquisa, manter os funcionários e fazer a transição para o delivery foi a maior dificuldade para os empresários. 

Com os restaurantes aumentando o delivery nos últimos meses, também aumentou a demanda dos aplicativos de entrega, como Ifood e Rappi. Pelo fato do serviço ter aumentado e não ter uma valorização financeira, houve um protesto em primeiro de julho. 

É importante ressaltar que o retorno dos restaurantes na maioria das capitais não é garantia de lucros como antigamente. Os estabelecimentos ainda estão trabalhando com horário reduzido e muitas pessoas ainda estão receosas de frequentar esse tipo de estabelecimento. 

Um dado divulgado pela Grandes Empresas e Pequenos Negócios já mostrou que 86,5% dos restaurantes reabertos têm queda de mais da metade do faturamento. 

Negócios que lucraram durante a pandemia

Mas nem todo negócio teve prejuízo nesses últimos seis meses. Quem investiu num petshop nos últimos anos se deu muito bem. Segundo a Cielo, as lojas voltadas para pets e as clínicas veterinárias tiveram um aumento de 10% no faturamento entre os meses de março e julho. 

No Brasil, só outros dois ramos ficaram positivo durante esse período de pandemia: supermercados e lojas de materiais de construção. Nem as farmácias conseguiram ter um aumento de faturamento quanto os pet shops. 
Vale lembrar que esse é um mercado que já está em alta faz muito tempo. O Brasil é o segundo maior mercado pet do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Atualmente, segundo a Associação Brasileira da indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), esse mercado representa 0,36% do PIB brasileiro, à frente dos setores de utilidades domésticas e automação industrial. Em 2018, a indústria de produtos para pets faturou R$ 20,3 bilhões.

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