Qual a diferença de pagar MEI ou INSS?

Você sabe qual a diferença de pagar MEI ou INSS? Bom, é importante compreender que existem sim algumas diferenças entre essas modalidades, e isso proporciona um grande impacto.

Nos dias atuais, com o aumento do desemprego, muitos trabalhadores usam a modalidade autônoma para gerar dinheiro. Porém, em boa parte dos casos, se trata de pessoas que não consultam nenhum profissional da área, e acabam recebendo problemas.

Muitos trabalhadores vêm sendo autuados pela Receita Federal por não declarar toda a receita de anos anteriores. Esses impostos junto com as multas acabam sendo valores muito altos, e precisam ser evitados. Por isso, vamos abordar nesse artigo essas diferenças e regras de cada modalidade profissional para você não ter problemas no futuro. Confira!

O que se aplica às duas modalidades

Antes de mais nada, precisamos compreender que tanto quem paga o MEI quanto quem paga o INSS possui coisas em comum que são bastante positivas. Portanto, antes de saber qual a diferença de pagar MEI ou INSS, vamos conferir as semelhanças entre ambos:

Ser o próprio patrão

Tanto quem é autônomo quanto quem é MEI tem a vantagem de ser o seu próprio chefe. Isso quer dizer que o profissional possui mais independência para trabalhar da maneira que ele quer e se sente à vontade. Fazer os próprios horários, criar as regras e não ser dependente de outras pessoas para atingir suas metas. Isso permite uma flexibilização de horários maravilhosa para curtir a família, tirar folga quando quer, entre outras vantagens

Trabalhar onde quiser

Em relação ao autônomo, não existe um endereço fixo. Já no caso dos MEIs, tem a possibilidade de o profissional escolher em colocar um endereço ou até mesmo informar que o trabalho não possui local. Ou seja, os dois trabalham onde se sentem mais à vontade e onde tem mais retorno.

O que se aplica especificamente ao MEI

Além de considerar as semelhanças, é importante também ter noção das inúmeras vantagens de se tornar MEI. Essa modalidade é uma das que mais crescem no Brasil, permitindo aos autônomos uma segurança maior para trabalhar, tendo acesso a alguns direitos trabalhistas previstos na lei. Portanto, confira o que se aplica especificamente ao profissional MEI:

Ter um CNPJ

Ter um CNPJ é o sonho de qualquer empreendedor. É esse número que diz para todos que o MEI existe enquanto uma empresa. É a partir daí que um leque de possibilidades se abre para os contratantes, pois atualmente grandes partes dos negócios recusam fazer negociações comerciais com Pessoas Físicas (CPF).

Possibilidade de contratar 1 funcionário

Outra boa vantagem prevista na lei para os profissionais MEIs é a possibilidade de contratar um empregado. Esse funcionário custa bem menos para o MEI em comparação com outros formatos de empresas. A burocracia também é bem menor, e isso facilita todo o processo para a contratação. Porém, tenha atenção: só é permitido o máximo de um funcionário por MEI.

Isenção de impostos

O MEI não é obrigado a pagar nenhum imposto federal, como é o caso do IRPJ, CSLL, IPI, PIS e COFINS. Além disso, o seu custo é muito baixo para o recolhimento de ICMS (tributo estadual) e o ISS (imposto municipal). Mas, não pense que MEI não tem obrigações com a Receita. O microempreendedor individual precisa pagar o DAS todos os meses, que é um imposto que garante ao profissional o acesso aos direitos trabalhistas.

Direito a benefícios

Mesmo contribuindo somente com o DAS e sendo um valor relativamente baixo para a Previdência Social, o MEI garante direitos como aposentadoria, auxílio-maternidade e doença, entre outros direitos tão essenciais previstos na lei.

Suporte especializado

Mesmo enfrentando dificuldades para ser um empreendedor, o MEI consegue recorrer ao Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, o Sebrae. Além disso, o profissional tem direito à assessoria contábil gratuita para se inscrever. Essa assessoria é oferecida por uma rede de empresas do ramo que optam pelo Simples Nacional.

Tributação autônomo X tributação MEI

Os impostos para as pessoas que trabalham na informalidade costumam ser sempre menores que os de uma empresa, correto? Bom, na teoria é sim. O trabalhador autônomo realmente vai pagar menos que os trabalhadores MEI caso ele se mantenha totalmente à margem da lei. Bem mais do que contrariar os regulamentos, o que já é questionável pela ótica moral, essa é uma decisão que prejudica muito o próprio trabalhador.

É necessário apenas lembrar que o mesmo não vai poder se aposentar sem pagar a quantia necessária para o INSS, por exemplo. Portanto, é aí que as coisas mudam: caso ele deseje se aposentar, vai ter que pagar até 11% sobre o valor do salário-mínimo ou até 20% de algum valor superior. Já o MEI contribuirá sempre com 5% sobre esse salário vigente. Os outros impostos pagos pelo MEI são em quantias bem irrisórias: somente R$1 de ICMS e/ou R$5 de ISS, a depender da atividade exercida.

No final das contas, qual a opção mais barata?

Nas condições mínimas da equiparação, como autônomo contribuindo para o INSS, essa decisão já acaba se tornando bem mais cara do que escolher ser MEI. O microempreendedor não possui custos de formalização e contribui com poucos impostos. Além disso, caso precise de um funcionário, o autônomo também vai ter que pagar mais caro. Portanto, o MEI com certeza sai mais em conta, principalmente quando se analisa as vantagens.

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